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O Planejamento
Planejar pode ser entendido como uma ação que busca traçar uma direção ou um caminho em busca de um resultado futuro a ser almejado. Alguns estudiosos dizem que planeja é uma forma de “antecipar o futuro”, imaginando todos os possíveis problemas e soluções que podemos encontrar para atingir determinado objetivo.
A ação de planejar não é algo recente, é uma tarefa que acompanha o homem desde o seu processo evolutivo, de modo que, quando os homens primitivos buscavam abrigo, alimentação e a produção de instrumentos, eles criavam uma forma de planejar cada passo. Sendo assim, para que o homem se mantivesse vivo até hoje, foram necessárias diversas ações coordenadas e calculadas.
Nos dias atuais os homens usam o planejamento como uma ferramenta para lhes ajudar na realização de suas tarefas diárias, sejam pessoais ou profissionais. O planejamento pode ajudar desde uma dona de casa, no orçamento familiar, passando por estudantes que buscam a sonhada aprovação em um vestibular ou concurso público, até na própria organização de uma escola.
Inicialmente é possível dizer que nesta epígrafe, Paulo Freire atenta para a questão da teoria e prática do processo de ensino, bem como para a necessidade do planejamento. Quando diz na primeira parte que “Só aprende aquele que se apropria do aprendido, transformando-o em apreendido” faz menção a necessidade de ultrapassar meramente a idéia da reprodução do conhecimento ou da mera acumulação de carga teórica que muitos professores fazem no seu período de formação acadêmica. Segundo Freire, o aprendizado tem implicações práticas e só terá utilidade através da apropriação mediante uma aplicação.
Dessa forma, a epígrafe se interliga com o texto a partir do momento que o texto traz uma conceituação simples de planejamento, ou seja, a idéia de que “planejar é organizar ações”, portanto, um professor só apropria-se de um conhecimento transformando em algo apreendido, quando traz além de uma assimilação mental, um planejamento de ações apropriadas e capaz de transmitir esse conhecimento aos alunos.
Na segunda parte da epígrafe, Freire diz “aquele que é capaz de aplicar o eprendido-apreendido a situações existenciais concretas”, a partir de então se evidencia a possibilidade de reinventar o que foi apreendido, através da aplicação prática, tendo em vista que é o professor quando planeja a sua aula e quando elabora o seu plano de aula, que ele consegue reinventar o que foi aprendido ao evidenciar, por exemplo, quais pontos de determinada temática deverão ser mais bem trabalhados em sala, os objetivos que se quer atingir ao expor determinada temática aos alunos, os recursos que ele irá utilizar para a transmissão do conhecimento e principalmente a avaliação e os instrumentos de avaliação como maneira de se perceber se o que ele pretendia de fato foi atingido ou não.
Sendo assim, a epígrafe de Paulo Freire colocada no início do capítulo atentou não apenas para a importância do planejamento como também trazendo a idéia de que esse planejamento é essencial ao professor, seja através do tipo de planejamento mais específico, como o de elaboração de uma aula, até o planejamento mais amplo, que é aquele que abarca toda a escola em seus mais variados níveis. Daí também a importância deste professor estar engajado para mudar a própria escola em que atua ou até mesmo aprimorar as mudanças em andamento, levando sempre em consideração que este ato de planejar levará implicações segundo a realidade política, ideológica e cultural de todos aqueles que participam deste processo.